Domingo, 4 de Março de 2007

CINHESICES E DESEMPREGO EM PORTUGAL

Hoje ao folhear o Jornal NOTICAS , os meus olhos cairam sobre uma OPINIÃO de ELISA FERREIRA sobre as NOVAS EMPRESAS no BAIXO ALENTEJO a criar por CHINESES.

Segundo a mesma , a NOTICIA veio PUBLICADA no JORNAL PUBLICO no passado dia 15/2/07, que constava do seguinte.

OS CHINESES estão interessádos em COLOCAR EMPRESAS no BAIXO ALENTEJO , mas com trabalhadores chineses , o que quer dizer que afinal os PORTUGUESES não trabalham a baixo PREÇO como diria o MINISTRO na ECONOMIA na CHINA .

mas passo a transcrever parte da OPINIÃO de ELISA FERREIRA

" empresas chinesas de pequena e média dimensão e sobretudo dedicadas à produção de vestuário se preparavam para se instalarem na zona; no entanto, sublinhava, todo este ambicioso projecto "fica condicionado a que lhes sejam dadas as melhores condições e os mais baixos custos e ainda (sic) à possibilidade de os empresários poderem trazer mão-de-obra do seu país, visto que há dificuldade em recrutar trabalhadores em Portugal"! Não houve clamor público, não ouvi explicações nem vi debates televisivos sobre a matéria.

Há algumas semanas, todavia, o país emocionava-se e debatia acaloradamente o facto de o Ministro da Economia ter referido na China o facto, óbvio e conhecido, de que, no contexto europeu, Portugal tinha salários relativamente baixos. Naturalmente que entendo que o enfoque diplomático na China deveria ir preferencialmente no sentido da maior abertura desse imenso mercado à penetração dos produtos e serviços portugueses como deveria preferencialmente sublinhar-se a correlação directa entre o interesse na atracção de investimento estrangeiro e o valor acrescentado que traz (e a China é tão capaz de o trazer como qualquer outra potência económica). Desconhecendo a totalidade do discurso, desconheço se estas tónicas foram reforçadas ou ignoradas, mas o certo é que não foi nenhum destes aspectos que a imprensa nacional criticou. Ou seja perante o discurso, o país exaltou-se; perante o facto concreto, passou ao lado!

Compreendo o interesse regional em captar alguma dinâmica económica, assim como reafirmo que a liberalização das trocas comerciais com a China (bem como com outros países emergentes) é um facto tão inevitável quanto globalmente positivo, sobretudo se permitir retirar da miséria grande parte da população mundial. Mas se, a prazo, esses grandes países podem vir a ser, acima de tudo, os novos mercados consumidores do mundo e a grande porta de saída para a produção europeia, particularmente de artigos de luxo, a verdade é que, neste momento, a dimensão de "ameaça" ainda se sobrepõe à de oportunidade e as economias desenvolvidas funcionando em democracia, incluindo aqui Portugal, têm tido uma razoável dificuldade em gerir esta transição.

Há, convenhamos, razões sérias para tal. Esta nova situação de abertura comercial, diálogo e "partenariado" está longe de ter sido acompanhada por um suficiente aumento da transparência da política económica chinesa; dos subsídios directos às empresas à gestão política da taxa de câmbio, do alheamento em relação às normas internacionalmente aceites em matéria de direitos do trabalho à generalizada violação de regras mínimas ambientais ou de propriedade intelectual, tudo converge no sentido de que quem produz no espaço mais regulado do mundo - a Europa - se veja, no imediato, fortemente ameaçado.

As indústrias mais facilmente apropriáveis são as primeiras a ser atingidas - e aí está a situação do Norte de Portugal a ilustrá-lo! - mas, inevitavelmente, todas as outras se lhe seguirão se a inacção se instalar. Quem ainda produz e cria postos de trabalho na Europa (empresários e países) procura fazer acompanhar a abertura de mercados pelo respeito por regras mínimas de comércio, ao passo que os que já deslocalizaram a produção lutam por manter as margens adicionais que os imbatíveis custos de produção no exterior permitem auferir; o desemprego, sobretudo no Norte e mesmo no caso de empresas de sucesso, tem sido a variável de ajustamento. É por isso que a gestão da transição envolve combates que não têm sido fáceis, até pelo contexto de diversidade das posições que integram a União Europeia.

Hoje, com a apatia generalizada do país e o eventual apoio oficial, congratulamo-nos com um investimento que, a concretizar-se, ajuda a destruir por dentro. Não traz inovação, nem tecnologia, nem valor acrescentado; traz trabalhadores chineses porque, afinal, os portugueses ainda são caros. Pretende resolver o quê? O velho problema do desequilíbrio regional de desenvolvimento que, há décadas, nos abstemos de tratar devidamente.

Intitulei o texto de "chinesices" porque não acredito que possa ser verdade; o desmentido não deve tardar..."

Ou que seja mais DESEMPREGO , EMPRESAS a fechar , funcionários , como na ALCOA , a serem deslocádos para a HUNGRIA afim de dar AULAS de como manusear o equipamento transferido

Não dá para entender mesmo o SISTEMA deste GOVERNO na matéria de COMBATER o DESEMPREGO ou de arranjar os 150.000 EMPREGOS prometidos.

Venha de lá o desmentido.

sinto-me:
música: SOL E DÓ
publicado por touaqui42 às 17:55
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11 comentários:
De guiga a 5 de Março de 2007 às 09:32
Rezemos para que venha mesmo o desmentido, senão será mais uma desgraça para Portugal!
Não queriam mais nada, vinham abrir as empresas, num país e ainda traziam os conterrâneos para trabalhar!!! Até assusta pensar nessa possibilidade!

Obrigada pelo seu comentário! E, não se preocupe que eu não fico chateada com os seus comentários acerca do aborto. Gosto de discutir os assuntos, de partilhar opiniões! :)

Bom início de semana! *.*
De touaqui42 a 5 de Março de 2007 às 11:11
Tenho um defeito, dizer o que penso e os dedos acompanham.
Por vezes , compreende-se que nem todos teem opiniões iguais.
Basta ver o REGABOFE num PARLAMENTO em dias de FEIRA.
Quando se é OPOSIÇÃO e quando se é GOVERNO.
De TiBéu ( Isa) a 5 de Março de 2007 às 10:05
Olá
Acabei de ler o teu post , e ainda ontem falei com alguém que me dizia: Vou ter que fechar a minha loja... abriu aqui ao lado e em frente uma casa de chineses e a minha loja ficou sem clientela, os artigos não são os mesmos, nem nada a loja que falo tem artigos fora do vulgar e inovadores, mas a loja dos chineses acabou com ela. Pergunto!!!!???? porque razão não deixam os nossos comerciantes serem como dantes as nossas coisas os nossos exclusivos etc. ele que vão apara o lugar deles e nos deixem em paz.
Não tenho nada contra os Chineses, mas não deviam deixar abrir loja sim, loja sim.
Boa semana Bj
De touaqui42 a 5 de Março de 2007 às 11:15
Nada me move contra seja quem for , mas que vejo tanto DESEMPREGO e tantas FACILIDADES para mais DESEMPREGO deixa-me agoniádo.
Nem todos podem ser POLITICOS para terem os TACHOS SEGUROS.
De MIUP a 31 de Março de 2007 às 16:36
Tambem não tenho nada contra os Chineses, mas alguma coisa tá mal e é o governo que deve olhar por isso. Não vê o desemprego a aumentar?? Moro nos açores,uma illha minuscula, mas ainda assim foi descoberta pelos Chineses. Graças a isso perdi hoje o meu emprego, a loja que estava aberta há mais de 60 anos, abriu falência. Não é justo, acham que eles deixam cá o que ganham?? Claro que não, estam a enriquecer o País deles. E NÓS??? QUAL O NOSSO FUTURO?????????????????????????
De touaqui42 a 31 de Março de 2007 às 22:55
lamentavel na verdade o desemprego .
Uma firma com 60 anos e encerrar portas.
Mas continuamos permitindo o abrir de lojas chinesas e o desemprego a aumentar nos portugueses.
Bem vindo .
Apareça.
De Barão da Tróia a 5 de Março de 2007 às 16:07
Num post antigo escrevi que acreditava que a Europa como a conhecemos tem os dias contados, digo-o sem mágoa sem sentimentos racistas, a história é assim mesmo, o exemplo do seu post corrobora aquilo que penso, porque incapazes de nos protegermos e de evoluirmos, iremos soçobrar inexorávelmente neste mundo global. Boa semana.
De kumkaneco a 7 de Março de 2007 às 12:04
Neste mercado em que as condições dadas são as mínimas pra confeccionar produtos baratuchos de péssima qualidade, penso que ninguém fica a ganhar, antes pelo contrário.

Eles constituem a ignição de um círculo vicioso em que a sociedade mundial está a cair.

Eles são uma ameaça real às indústrias de qualidade que existem em Portugal e podem ser o dínamo de toda uma lógica de sobrevivência na imundície mental, produtos descartáveis nas quais incluo as pessoas e criatividade cinzenta, em vez da qualidade de vida a que todos aspiramos, num ambiente de cultura e educação que expandam a criatividade como mais valia de um país que nada tem para oferecer a não ser o nosso sol e com ele o turismo.

Isto há mesmo coisas do arco da velha (oops lá estou eu outra vez a usar expressões alheias - peço que me desculpes!) hehehe

Abraço
De touaqui42 a 7 de Março de 2007 às 12:22
Nada a desculpar , nem existe expressões alheias , utiliza abusa mas não deixes de exprimir o sentimento que existe de revolta.
Ainda ontem li na IMPRENSA que a CHINA gasta MILHÕES em MATERIAL DE GUERRA , desde que a EUA nada venda ao vizinho da CHINA.
Para a CHINA tudo para outros nada, vá-se lá entender esta troca e baldrocas do ESPIRITO, eu compro senão venderes ao vizinho.
Mas eles querem montar algo e trazer mão de obra .
De Zé (do beco) a 8 de Março de 2007 às 15:49
Agora é que se vão acabar os cães vadios. Os chineses comem neles que é um vê-se-te-avias (eheheh).
Grandes negócios que o Sócrates foi fazer à China. Estava-se mesmo a ver que os chineses vinham para cá fabricar o que lá lhe sai ao preço da uva mijona. Até os empresários portugueses hão-de ir para a China, explorar a mão de obra barata, quanto mais os chineses...
Foi uma bela viagem para uma centena de chulos que foram tratar da vidinha deles e da "saúde" aos portugueses.
Ainda vamos ter de emigrar para a China.

De touaqui42 a 11 de Março de 2007 às 21:58
Com as noticias da abertura de empresas no Alentejo por chineses faz-se uma ideia da viagem que foi ir á CHINA.
Vender gato por lebre .

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